Alguns alunos do Programa de Formação do Artista de Circo (PROFAC) participaram na última segunda-feira (07/03/16) do Seminário Vozes do Velho Chico, que aconteceu no Museu da Manhã para relembrar a cultura regional e a identidade do Velho Rio São Francisco. Logo na chegada ao museu os alunos fizeram algumas paradas de mão e acrobacias. O evento integra uma série de ações para promover o lançamento da nova novela das 9 da TV Globo, “Velho Chico”. A emissora fez o convite para os alunos do PROFAC e equipe do Circo Crescer e Viver. O Seminário contou com presenças de atores protagonistas da nova trama como Camila Pitanga, Rodrigo Santoro, Lucy Alves e Renato Góes. Além dos globais, alguns convidados importantes vieram contar suas histórias e viveres em torno do Velho Chico, como a líder agrícola Ozaneide Gomes dos Santos, presidente do Assentamento Mandacaru, em Petrolina, que contou sua experiência com a produção de alimentos saudáveis e o empoderamento feminino da região. O professor Elson Rabelo conversou com os presentes sobre as transformações sociais recentes do rio São Francisco a partir de registros fotográficos dos anos 70. Já a jornalista e blogueira Paula Teothonio, que produz o blog Meu Terroir, falou sobre a gastronomia e identidade nas comunidades ribeirinhas. O Seminário também contou com a presença do sommelier José Figueiredo que relatou as peculiaridades que tornaram a produção de vinhos na região de Petrolina e Lagoa Grande, em Pernambuco, uma das melhores do Brasil.

 Confira alguns momentos na galeria no Flickr!

José Francisco Silva, ou simplesmente Zé Francisco, um autointitulado empreendedor sertanejo falou da experiência de ter sido um dos primeiros a identificar o potencial turístico da região. A atriz e cantora Lucy Alves, que viverá a personagem Luzia na terceira fase da novela “Velho Chico”, apresentou um pocket show com sua velha companheira, a sanfona, mostrando algumas canções da região. Ao final, um debate sobre a cultura ribeirinha, o coronelismo, o patriarcado, a sustentabilidade do Rio São Francisco e seu lugar no imaginário do brasileiro com o filósofo Roberto Malvezzi, o psiquiatra Carlos Byington e o vice-presidente da Conservação Internacional no Brasil (CI-Brasil), Rodrigo Medeiros, e o jornalista José Raimundo, moderados pela jornalista Bianca Ramoneda. O poeta Paulo Araújo fez uma performance e a banda Morão Di Privintina, de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, que luta para manter viva a música tradicional, as histórias e lendas dos povos ribeirinhos, se apresentou. A autora Edmara Barbosa fez o encerramento do encontro.

Os alunos responderam um questionário sobre o evento e como aplicariam a experiência na construção de um espetáculo. Como usar os elementos em sua construção artística. Veja algumas falas dos grupos:

“Essa atividade pode nos servir de pesquisa para a criação artística questionando dentro do conteúdo apresentado o que toca o ser singular, o humano que se agita na cidade e que precisa se reconectar com a natureza e consigo mesmo. É buscar o experimentar das sensações interiores e par externizar. Traz nova inspirações e motivações na criação” - Paulo Sérgio e Tayane Almeida

“Usaríamos essa atividade para pensar em trazer temas que gerem reflexões e questionamentos para quem irá assistir, como sobre o caso da água e sua utilização, a poluição, contaminação, enfim, usaríamos a arte como uma forma de conscientização” - Leonardo Freitas e William Mendes. 

“Nos inspiraríamos no Rio São Francisco para representar o fluxo da vida. Um tecido que percorre o picadeiro e apenas no final sobe, acrobacias de solo e aéreo nesse tecido…” -  Érica Rodrigues e Bárbara Abi-Rihan.

“O evento mostrou a riqueza e a multiculturalidade do Nordeste, apesar das dificuldades impostas, mas seu povo resiste e mantém suas tradições! A frase “Um Rio que tudo viu e ouviu”, uma das muitas citadas no evento, pode ser usada como base para mostrar figuras regionais como o pescador, o vaqueiro com artistas circenses e usar os movimentos plásticos das acrobacias aéreas para representar a fluidez do rio.” - Gilliard Lopes e Ewerton de Freitas.

“Conhecer outra cultura tão rica e viva pode nos instigar a novos entendimentos sobre musicalidade e costumes de uma maneira geral” - Ipojucan Ícaro e Karla Fernandez

O Circo CRESCER E VIVER tem Patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Petrobras, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Hope Serviços e apoio da ABC Trust, da Rise Up & Care e da Vertical Rigging Solutions.