Direção: Luis Igreja

Apresentação:

Gira

O GOVERNO DO RIO DE JANEIRO, A SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA, A LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA DO RIO DE JANEIRO, A PETROBRAS, O OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA ELÉTRICO, A LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO À CULTURA DO RIO DE JANEIRO, A SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E A HOPE SERVIÇOS APRESENTAM:

 CIRCO CRESCER E VIVER EM “GIRA”

DIREÇÃO DE LUIS IGREJA 

Gira retrata o rico e plural universo do sertão de forma sensorial. Ficou um mês em cartaz no Circo Crescer e Viver (Final de outubro e novembro de 2015) e teve duas funções especiais no palco do Vivo Rio no dia 22 de novembro de 2015. 

Sinopse:

O Circo CRESCER E VIVER apresentou seu oitavo espetáculo, GIRA, um mergulho nas raízes do Brasil profundo que assume o desafio estético de apropriar em um espetáculo de circo o imaginário da literatura regionalista alçado ao universal. No picadeiro, a natureza em sua brotação telúrica; os jagunços, sertanejos, vaqueiros, homens de valentia e honra; a fé e as festas, os santos, a superstição, o misticismo, os pactos; os embates entre o bem o mal, Deus e o diabo, o homem e o diabo, como uma representação existencial do próprio homem; as mulheres fortes, as submissas, as revolucionárias, as sensitivas, além do sertão de amor e sensualidade, de encontros e desencontros.

O Circo se mesclou com outras linguagens como a dança, a performance, o teatro e a música, com trilha sonora original. A temporada no Circo CRESCER E VIVER, que contou ainda com um rico cenário e figurinos criados para retratar a cultura agreste, foi de 16 de outubro a 15 de novembro (Ingressos distribuídos gratuitamente uma hora antes do espetáculo) e classificação indicativa livre. O espetáculo também teve duas funções no Vivo Rio no dia 22 de novembro.

O diretor Luis Igreja, que também assinou a direção do espetáculo “Febril”, do Circo CRESCER E VIVER em 2014, contou um pouco sobre o processo criativo:

 “É realmente uma criação conjunta feita por uma equipe artística, que vem construindo uma linguagem própria.  É um espetáculo concebido em forma de sonho, de imagens em transformação, ou melhor, é como o momento em que, ainda na cama, lembramos de um sonho e neste mesmo ato já não sabemos se estamos recordando de fato ou recriando essa lembrança. GIRA é sonho e pesadelo, rito e natureza, é Brasil e mundo, homem-mulher, bicho- homem que a terra há de comer“. – explica Luis Igreja.

Lurian Duarte, Diretora de Acrobacias, fala da construção do enredo usando a linguagem circense e destaca alguns momentos que deverão fascinar o público:

“Diferente de outros espetáculos, “Gira” não tem um número específico. No processo criativo nós meio que desconstruímos os números e usamos técnicas como a portagem, fragmentadas nas passagens durante todo o percurso. Tivémos ainda acrobacias e aéreos, entre outras técnicas. Usamos todo o repertório que conseguimos levantar. No início do espetáculo, muita coisa de chão. Nos aéreos eu destacaria a Corda Lisa, a Faixa em Gota, a Roda Cyr e a Roda Alemã completam o espetáculo. ” – explica Lurian.

Febril com alguns integrantes do Circo no Ato quando estavam se formando no PROFAC. Foto: Marcia Farias / Observatório de Favelas.

Febril com alguns integrantes do Circo no Ato quando estavam se formando no PROFAC. Foto: Marcia Farias / Observatório de Favelas.

Na construção do roteiro, o regionalismo apresenta alguns temas e figuras característicos inspirados por um modo de vida e de relação com o mundo que pulsa nesse Brasil profundo real: a religiosidade e o misticismo, a influência profunda da natureza e do ambiente na vida do homem que ali vive, a relação com os animais, natureza, meio ambiente e seus ciclos de escassez e abundância – seca e águas. A dualidade do homem, as relações de coronelismo e patriarcado e o modo como o feminino surge e reage a esse universo são pontos para se entender, bem como as festividades populares, a valentia dos homens guerreiros e a subversão as leis em prol de códigos de honra peculiares desses homens e mulheres inseridos num contexto bruto.

A rusticidade do ambiente do sertão e seus aspectos naturais transbordam a ideia de cenário e infiltram os homens e seus comportamentos, gerando códigos muitos próprios de justiça, de relações e de como essa essência humana universal se manifesta dentro desse espaço.

As roteiristas Clara Meirelles e Ana Carina contaram um pouco sobre a estratégia usada pelos sertanejos – e transposto para o picadeiro, para sobreviverem às intempéries e mudanças que o agreste lhes impõe:

“Para sobreviver na natureza desse espaço profundo brasileiro, o homem precisa assumir a coletividade como modo de vida, tal como outros animais. O espetáculo, portanto, busca a força coletiva construída junto com um elenco jovem, cheio de vitalidade e versatilidade. Por fim, GIRA traz um estado de constante transformação, mutação, em que nada está acabado e tudo está em constante movimento de mudança, de “vir-a-ser”, em uma tradução da vida”. – explicam Clara Meirelles e Ana Carina.

Daniel Gonzaga, que há sete anos faz a Direção Musical dos espetáculos do Circo CRESCER E VIVER, também assinou a Direção Musical de GIRA e compôs a Trilha Sonora Original do espetáculo, que acompanhou cada cena com músicas que passeiam entre a Palestina e o Nordeste, com diversos ritmos.

 GIRA contou com a Direção de Arte de Denise Bernardes e Guilherme Maia, que também marcaram presença em “Febril” criando o cenário e os figurinos. A concepção do figurino foi inspirada nos trabalhos de artistas contemporâneos que fazem uso da técnica de xilogravura. Existe também uma grande influência dos Parangolés do Helio Oiticica, da estética dos filmes do Glauber Rocha e de estudos contemporâneos de tendência de moda e comportamento.

A cenografia do espetáculo fiu inspirada na estética do nosso sertão profundo, que foi narrado de modo universal por grandes escritores da literatura brasileira. Este trabalho foi concebido de forma muito orgânica dentro do espaço cênico de cada ensaio. No fundo no cenário teremos um painel de chapas metálicas e sonoras, que refletem e intensificam a luz criando mudanças de clima, intenções, tempo e temperatura do espetáculo. Denise Bernardes conta como irá surpreender o público:

“A ideia foi de envolver o espectador de forma sensorial, onde o público pode sentir-se como parte do espetáculo, com a sensação de estar dentro de uma obra de arte. É o sertão em escala universal, o sertão de todos nós. O circo é o sertão e o sertão é o mundo”. – explicou Denise.

Veja o teaser de GIRA:

 

O Circo CRESCER E VIVER tem Patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Petrobras, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Hope Serviços e apoio da ABC Trust, da Rise Up & Care e da Vertical Rigging Solutions.